TABAGISMO E SAÚDE FÍSICA E ESPIRITUAL I


Publicado em Sexta, 12 Setembro 2014 17:45


PARTE 1


Saúde e tabagismo é uma mistura que realmente não combina; se não, vejamos:
O ser humano, impulsionado pelas suas lutas, conquistou o seu livre-arbítrio, o direito de escolha,
mas também, para cada direito, surge um dever, portanto, é responsável pelos atos praticados, disso
não podemos nos esquecer.


O Tabagismo, esse mal terrível, que envolve os menos esclarecidos ou que, embora informados e
conscientizados, não se fortaleceram o suficiente para vencer esse vício maligno e deixar de fumar,
libertando-se para vida saudável, não só para si, mas também para os seus companheiros de
convivência, especialmente familiares que também são atingidos, tornando-se fumantes passivos,
por conviverem com ele, o fumante.
Afinal, por que têm surgido tantas campanhas elucidativas, tanto empenho da sociedade, das várias
autoridades mundiais, em combater o tabagismo? Que a princípio causa sensações de prazer e
relaxamento, às vezes alivia a dor, justificam alguns. Na verdade, ele altera a percepção da
realidade; fato esse atribuído à nicotina, a grande responsável, pela sensação de impacto eufórico
que se segue a uma tragada.
Sim, é preciso reforçar as medidas contra o vício do cigarro, procurando principalmente evitar que
o jovem comece a fumar, é preciso demonstrar os perigos e os prejuízos à saúde das pessoas,
devemos agregar medidas que impeçam a divulgação glamorosa do cigarro.
A estatística principalmente elaborada pela OMS – Organização Mundial da Saúde – registra mais
de 60 mil pesquisas públicas reproduzidas em diversos lugares do mundo, comprovando a relação
causal entre o consumo do cigarro e doenças graves, e que o consumo de cigarro é a mais
devastadora causa de doenças e mortes prematuras da história da humanidade.
O consumo do tabaco atingiu a proporção de uma epidemia global provocando, a cada ano, a morte
de aproximadamente cinco milhões de pessoas em todo o mundo, ou seja, mais de 13 mil mortes
por dia, uma a cada oito segundos;
Com base nos padrões de consumo atuais, estima-se que mais de 500 milhões de pessoas vivas,
entre as quais 200 milhões de crianças e adolescentes, terão suas vidas sacrificadas pelo uso do
cigarro, cerca da metade dessas mortes ocorrerá entre pessoas com idade entre 35 e 70 anos de
idade, que perderão em média 20 anos de vida.
Uma vez que A FUMAÇA do cigarro é altamente nociva à saúde, haja vista, que ela possui uma
mistura de aproximadamente 5.000substâncias, dentre as quais, 4.740são substâncias radioativas, e
80 são substâncias cancerígenas, e essas substâncias, depois de ingeridas entram na corrente
sanguínea espalhando o mal por todo o organismo, chegando ao cérebro com uma incrível
velocidade, entre sete e 19 segundos.
A Nicotina – considerada droga pela OMS, sua atuação no sistema nervoso central é como a da
cocaína, com uma diferença: chega entre dois e quatro segundos mais rápidos ao cérebro, que a
própria cocaína.
O Brasil, grande produtor e consumidor do fumo, mostra-se muito preocupado com os números ou
rastros de doença e morte deixados pelo tabagismo. O Ministério da Saúde no Brasil gasta,
aproximadamente, dois bilhões de reais com as vítimas do cigarro, mas o governo arrecada 5,5
bilhões de reais em impostos, sobrando 3,5 bilhões “limpos,” para os cofres públicos, ou seja,
financeiramente passa a ser um grande negócio para muitos, pois movimenta cerca de 300 bilhões
de dólares em todo o mundo.
O Ministério da Saúde estima que, no Brasil, a cada ano, 100 mil pessoasmorram precocemente
devido ao tabagismo, número que vem aumentando ano a ano. Em outras palavras, cerca de 10
brasileiros morrem a cada hora, por causa do veneno do cigarro.
Necessário conscientizar, principalmente, os jovens, sobre esse grande mal que se alastrou pelo
mundo. E por que os jovens?Porque as pesquisas nos mostram, que é entre os 12 e 20 anos que o ser

humano é mais vulnerável aos vícios,eles estão abertos, buscando novidades, têm muita influência
sobre os outros da sua idade e são muito mais leais à sua primeira marca.
E o cigarro é, sem dúvida, a porta de entrada para outros vícios, legais e ilegais, como o alcoolismo,
a maconha, a cocaína, a heroína, o crack, etc.
Entretanto, digno de louvor, cada vez mais autoridades governamentais estabelecem regulamentos
que protegem o não fumante. Além disso, houve um aumento da conscientização do ser humano
sobre o ar que ele respira, não só em casa, como nos ambientes de trabalho e locais públicos. No
Brasil, progressivamente surgem leis a nível federal, estadual e municipal preservando os direitos
dos não fumantes, o que mostra um avanço na conscientização das autoridades.·.
Todas as formas de uso do tabaco, inclusive os cigarros com mentol, filtros especiais, com baixos
teores, a exemplo do light e do extralight, têm uma composição semelhante, não havendo, portanto,
cigarros “saudáveis” ou cachimbos e charutos que façam menos mal. Todos fazem mal, matam!
Isso ocorre porque, mesmo escolhendo produtos com menores teores de alcatrão e nicotina, os
fumantes acabam compensando essa redução, fumando mais cigarros por dia e tragando mais
frequente ou profundamente, ou seja, fazendo outras modificações compensatórias em consequência
da dependência da nicotina.
Tendo em vista que as pessoas passam 80% de seu tempo em locais fechados, tais como: trabalho,
residência, locais de lazer; o cigarro é considerado pela OMS, como o maior agente de poluição
doméstica ambiental.
Interessante observar que, nas primeiras tragadas do iniciante a fumante, o seu organismo reage
imediatamente, não suportando o veneno introduzido no corpo levado pela fumaça e, normalmente,
essa pessoa sente náusea, mal-estar, dores de cabeça, etc.; até que, com o tempo, o próprio
organismo, por não ter opção, mobiliza todo o seu batalhão de defesas antitoxinas orgânicas contra
o invasor e, com o tempo, o organismo vai se adaptando àquelas substâncias nocivas uma vez que
não tem alternativa.
Mas o corpo vai se debilitando por excesso de substância negativa, mesmo porque, toda a defesa
está altamente envolvida na luta para neutralizar os venenos oriundos do tabaco, e não consegue
defender o corpo físico de outros males que vão surgindo; então, o fumante passa a ter uma vida de
debilidade orgânica.
O veneno é tão forte, queestudos em laboratórios comprovaram que a quantidade de nicotina
contida em um único cigarro, se injetado na veia de uma pessoa, é capaz de levá-la a óbito; ou,
ainda, que a nicotina contida em 02 cigarros, se injetada em camundongos ou coelhos lhes causa a
morte também instantânea. Que a quantidade de nicotina contida em 10 cigarros que normalmente é
ingerida por um fumante inveterado, se ingerido por um não fumante, pode lhe causar a morte.
Por essa razão, no Brasil, o controle do tabagismo é uma das prioridades do INCA (Instituto
Nacional do Câncer) que, em 1997, foi nomeado o centro colaborador da OMS para o programa
“Tabaco ou Saúde” na América Latina.
No Planeta existem 1,2 bilhão fumantes que queimam 06 trilhões de cigarros por ano. E a saúde da
humanidade, que entre outros fatores, depende tanto da pureza da alta atmosfera, quanto desta
pequena porção de ar, que está em volta de cada um de nós.
Os números alarmantes nos dão conta de que vivemos hoje em uma pandemia mundial, visto que o
tabagismo está matando mais do que a cocaína, a heroína, o alcoolismo, os incêndios, os suicídios e
a AIDS, somados.
O aumento desse consumo dos produtos derivados do tabaco nos países desenvolvidos é atribuído
às estratégias agressivas adotadas pela indústria do fumo para conquistar terreno junto à população
mais jovem; Mostrando ao jovem que fumar é charmoso, é ser atleta, é ser viril, é ser elegante, visto
que as indústrias precisam formar, aproximadamente, cinco milhões de fumantes a cada ano, a fim
de substituir aqueles que param de fumar, e aqueles tantos outros que morreram.
Raimundo Aguiar

Administrador, Advogado e Vice-presidente do GEE e da Academia Espírita de Letras do Estado de
Goiás

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