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Parábola acerca da Previdencia

“Qual de vós, querendo edificar uma torre, não se põe primeiro a fazer conta
dos gastos que são necessários, para ver se tem com que acabá-la? Com isso evita
expor-se a que, depois de haver assentado os alicerces, e não a podendo terminar,
todos os que a virem comecem a fazer zombaria dele, dizendo: Este homem principiou
o edifício, mas não o pôde concluir.
Ou que rei há que, estando para sair em campanha
contra outro rei, não tome primeiro muito pensadamente as suas medidas, a ver se
com dez mil homens poderia ir a encontrar-se com o que traz contra ele vinte mil?

De outra maneira, ainda quando o outro está longe, enviando sua embaixada, pede-lhe
tratados de paz.
Assim, pois, qualquer de vós que não renuncie a tudo quanto possua,
não pode ser meu discípulo.
O sal é bom, porém, se o sal perder a força, com que
outra coisa se há de temperar? Ficará sem servir, nem para a terra nem para o monturo,
mas lançar-se-á fora.
O que tiver ouvidos de ouvir, ouça” ( Lucas, 14:28-35).

Essa parábola é também conhecida como Parábola da Torre Inacabada ou Parábola do Homem Previdente.
Ao ler essa parábola poderíamos interpretá-la como um ensinamento relacionado à importância em ser precavido na nossa vida cotidiana, em nossas decisões e atitudes da vida material. Sem dúvida uma atitude importante, mas, o significado dessa parábola guarda grandes ensinamentos. Ensinamentos e advertência.
A advertência é muito bem endereçada a quem se dedica a ser trabalhador na seara de Jesus.
Rodolfo Calligaris faz a interpretação dessa parábola; destaca a importância da conscientização de nossa condição atual neste planeta e, o tamanho das responsabilidades que podemos assumir para divulgar os ensinamentos de Jesus.
Isso nos faz refletir que para servir a Jesus e colocar-se a serviço de espiritualização da humanidade é preciso avaliar as próprias forças, a firmeza da vontade e estar disposto a fortalecer-se por meio dos estudos do Evangelho e da Doutrina Espírita.
Esclarecer-se primeiro, para depois realizar as tarefas que estejam ao nosso alcance – conseguir êxito. Uma boa preparação permite enfrentarmos melhor as adversidades na caminhada no trabalho de divulgar os ensinamentos de Jesus.
Outro aspecto desse ensino de Jesus é o de renunciar ao apego aos bens materiais. Rodolfo Calligaris explica que, Jesus não disse para que ficássemos desprovidos de bens materiais a ponto de sermos um peso social. O sentido é o do desprendimento e, também, para que saibamos ser justos na aplicação dos recursos materiais que nos foram emprestados nessa existência.
O último aspecto e, com certeza, um ponto muito importante desse ensino de Jesus é a quem se dedica a evangeliza, para que não perca de vista o seu papel de “ Sal da Terra”, como é abordado por Matheus no capítulo 5:13 e, assim, não se deixar levar pelas influências do meio em que vivemos, principalmente no momento atual, onde ondas de negativismo, violência, intolerâncias têm sido constante em diversos meios de comunicação.
Estamos diante de um convite a todos os que se dedicam a auxiliar, amparar, ensinar o Evangelho a não se dobrar ante as atitudes de egoísmos, podendo perder o vigor e não mais conseguir ser instrumento para levar o consolo e o esclarecimento a quem o busca ou dele necessita. Essa atitude ou posicionamento pode torna-lo insípido e afinar as fileiras de evangelizador.
Diante desses ensinamentos que essa parábola nos oferta, podemos refletir sobre o papel dos Escritores da Luz, proposta aos que compõem essa Academia, que estão se formando para numa base sólida e a seu tempo estar mais preparados para a tarefa importante de divulgar os Ensinos de Jesus à luz da Doutrina Espírita.
A cada encontro que se realiza na ACELEG somos chamados a nos dedicar ao estudo e nessa medida também vamos adquirindo maior segurança doutrinária. Para isso, é pertinente destacar a importância dos momentos de troca, reflexões e ampliação da visão sobre as parábolas de Jesus, seja aqui nesse espaço ou na casa Espírita, nossa responsabilidade é grande com a nossa preparação espiritual e intelectual.
Domínio do conhecimento, acompanhado da autoanalise, e da autoeducação. Ser previdente na Seara de Jesus é não descuidar do estudo e da reconstrução interior, fator preponderante a nos fortalecer para estarmos no campo das lutas diárias com argumentos e com capacidade de apoiar, orientar e a amar o próximo.

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