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Jesus aparece a dois discípulos a caminho de Emaús – Parte 1

Nesse mesmo dia o Senhor apareceu sob outra forma a dois discípulos que caminhavam para o campo, indo para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.

Iam eles falando entre si de todos esses acontecimentos. E aconteceu que, enquanto conversavam e faziam perguntas um ao outro, o próprio Jesus se aproximou e pôs-se a caminhar com eles. Mas os olhos deles estavam como que vendados, impedidos de reconhecê-lo. Então ele lhes perguntou:

“Que palavras são essas que trocais entre vós enquanto ides caminhando?”

Eles pararam entristecidos. E um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu nestes dias?”

Ele lhes perguntou: “O que foi?”

Responderam-lhe: “O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo. Os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Nós esperávamos que fosse ele quem iria redimir Israel. Agora, porém, além de tudo isso, é hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.

É verdade que algumas mulheres das que estavam conosco, nos assustaram, porque indo de madrugada ao sepulcro e não tendo encontrado o corpo de Jesus, voltaram dizendo que tinham visto uma aparição de anjos que lhes afirmaram estar ele vivo. (Evangelhos de: Marcos, cap. 16, w. 12 e 13 – Lucas, cap.24, w. 13 a 35).

Ao terceiro dia depois da crucificação, ou seja, no dia da ressurreição, o divino Messias apareceu a dois discípulos que iam de Jerusalém até a aldeia chamada Emaús.

A palavra ‘Emaús’, vem do grego “fontes” ou ainda “fontes termais”. Emaús era um povoado próximo a Jerusalém sessenta estádios, ou seja, cerca de doze quilômetros, embora alguns manuscritos considerem cento e sessenta estádios, ou seja, cerca de 30km. Há quem considere que os copistas dos Evangelhos, para manter coerência com o texto, alteraram a distância por considerarem que cento e sessenta estádios eram um caminho longo para se percorrer duas vezes num único dia. No entanto, não se sabe a localização exata dessa aldeia que, indubitavelmente, estava próxima a Jerusalém. Ainda assim, o retorno imediato dos discípulos a Jerusalém pode ter ocorrido com ajuda de animais.

Emaús era denominada Nicopolis pelos romanos, que dela se utilizaram como acampamento de suas legiões.

Os dois discípulos que iam para Emaús foram os primeiros a ver Jesus depois que aparecera a Maria Madalena, às outras discípulas e a Simão Pedro, embora os Evangelhos não relatem como foi esse encontro entre o Mestre e o Primeiro dos Apóstolos.

Os discípulos de Emaús deveriam ser próximos ao Mestre, embora não compusessem o colegiado dos doze apóstolos. Eles sabiam das informações das mulheres a respeito dos anjos que anunciaram a ressurreição do Cristo, do seu sepulcro vazio e das confirmações de Pedro e de João quanto aos relatos das discípulas.

Um desses discípulos era denominado Cléofas. Provavelmente, o mesmo Cléopas mencionado no Evangelho de João (19:25), que era marido de Maria, irmã da mãe de Jesus. O nome do outro discípulo não é mencionado. Possivelmente Cléofas era o mais velho porque foi o primeiro a responder a indagação do Mestre. O outro discípulo devia ser alguém muito próximo a Cléofas, sendo familiar ou amigo, mas não teve seu nome mencionado nesse episódio.

Durante o caminho, os dois discípulos conversavam a respeito dos últimos acontecimentos ocorridos com o amado Mestre, tais como: o simulacro de julgamento, o assassinato pela crucificação, o mistério do túmulo vazio, a anunciação do ressurgimento profetizado e ainda incompreendido.

Jesus apareceu a Cléofas e a outro discípulo, “sob outra forma”, ou seja, com roupagem perispirítica que não permitiu ser identificado, por isto eles “estavam como que vendados, impedidos de reconhecê-los”.

Depois de ser crucificado, Jesus apareceu cerca de dez vezes antes de sua ascensão, ora com um perispírito que lhe permitia identificar, ora com outra roupagem perispirítica que não lhe permitia ser identificado. Essa foi a quarta aparição do Mestre depois da crucificação. A primeira foi a Madalena, a segunda foi às mulheres e a terceira, a Pedro



(Emídio Silva Falcão Brasileiro é educador, jurista e cientista da Religião)














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